Avança proposta de implantação do Programa Ceará Pacífico em Juazeiro do Norte

Publicado em 20 de abril de 2017.

O Prefeito Arnon Bezerra destacou o compromisso pela implantação do programa, além de tornar a cidade referência em Saúde, Educação e Infraestrutura

Mais uma etapa pela implementação do Programa Ceará Pacífico, em Juazeiro do Norte, foi realizada na tarde de ontem, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em reunião com a coordenação do programa no interior do Estado e o secretariado da administração municipal. O encontro foi aberto pelo Prefeito Municipal, Arnon Bezerra, que mais uma vez destacou o seu compromisso pela implantação do programa. “O Pacto por um Ceará Pacífico é o envolvimento de todos. Quero um Juazeiro Pacífico”, disse. O programa foi apresentado recentemente ao Município pela Vice-Governadora do Estado, Izolda Cela.

O Município juazeirense, juntamente com cinco localidades de Fortaleza, e a cidade de Sobral, faz parte do projeto piloto do Ceará Pacífico, que já tem dado resultados na redução de índices de violência num dos territórios de atuação, em Fortaleza.

O encontro teve a presença da coordenadora do Programa no interior do Estado, Andreza Aguiar, que destacou os principais pontos a serem trabalhados na elaboração da proposta de Juazeiro do Norte, a partir de dados que serão levantados pelas secretarias, em 14 dias, para serem apresentados. O Prefeito Arnon Bezerra se prontificou em auxiliar no que for necessário para que todas as etapas para a implementação do programa sejam cumpridas.

A articuladora pelo Pacto, em Juazeiro do Norte, a secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho, Isabela Bezerra, recentemente esteve em Fortaleza para apresentar o funcionamento da nova gestão e as condições iniciais para o Ceará Pacífico. A coordenadora estadual fez uma breve apresentação do Programa de Governo, que está inserido nos Sete Cearás, e disse que, dos cinco territórios escolhidos em Fortaleza, para a implantação do programa, três já estão sendo executados. Em Sobral, desde fevereiro, está em fase de implantação.

Pacto interinstitucional

O Programa é definido como um pacto interinstitucional de forças e intersetorial, interpessoal, comunitário, entre o Estado e a sociedade, o homem e a natureza. “Um pacto com a vida e pela vida”, disse Andreza. A meta, segundo ela, é buscar um formato para o pacto em Juazeiro do Norte, por meio de uma construção conjunta. Para isso, é necessário definir uma estrutura de governança. Como modelo, ela apresentou o trabalho que já vem sendo desenvolvido em Sobral. As ações vêm sendo realizadas naquele Município, por meio de um Comitê Deliberativo, que inclui as tarefas a serem desempenhadas, quem vai participar do pacto, entre outros aspectos.

As ações serão integradas e específicas para o território escolhido. No projeto, serão levantados alguns pontos de atuação, tendo a família como fator básico de intervenção. A execução do plano será realizada por etapas. O território será identificado com algumas ações governamentais a serem trabalhadas pela sua melhoria, em áreas como esporte, social, sinalização de ruas, saneamento, e que identifiquem a área de atuação do pacto.  Um dos eixos do programa é a qualificação urbana, tornando os lugares melhores e mais bonitos. Outra proposta importante é a criação de um núcleo de mediação no bairro, para resolver questões relacionadas à própria comunidade.

Diálogo direto com a comunidade

O comitê gestor irá se reunir uma vez a cada mês e acompanhar cada etapa a ser trabalhada. No caso de Juazeiro do Norte, poderá ser proposta uma nova forma de acompanhamento, tendo Sobral como referência. A abertura de diálogo com a comunidade é um dos pilares do Programa, dando a oportunidade de envolvimento e participação. Para isso, foi pensando o comitê territorial, para cada área der atuação e dentro dele instâncias que promovam esse processo. “É a voz da comunidade no poder público e a voz do poder público na comunidade”, pontua Andreza.

Outro passo importante para promover uma análise dos dados relacionados à violência e toda a sua complexidade, será a criação de um observatório da violência. A partir da avaliação das informações coletadas serão sugeridas formas de intervenção no território. Para dar uma base maior para o estudo dos dados, foi proposta parceria com as universidades e projetos que possam compor essa base de informação.

Fotos: Samuel Macedo