15 de fevereiro de 2017
Imprensa
Saúde Mental e NASF se reúnem para reestruturar atendimento

A Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Saúde e Coordenação de Saúde Mental, está realizando reuniões com os Núcleos de Atenção Básica e de Apoio à Saúde da Família, com o objetivo de fortalecer e reestruturar a rede de atendimento a pacientes que necessitam desse cuidado especializado, a fim de garantir que o usuário tenha mais qualidade no serviço, e os profissionais possam trabalhar nas suas especificidades. O primeiro encontro aconteceu com as equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS I).

Os profissionais trocaram experiências, falaram sobre a expectativa a partir dessa reestruturação, e esclareceram dúvidas a respeito dos encaminhamentos dos pacientes. Hoje, a rede municipal de saúde mental conta com os seguintes equipamentos: CAPS AD (para dependentes químicos), CAPS I (para crianças e adolescentes), CAPS Geral (unidade privada conveniada com o SUS) e SAME (Serviço de Atendimento Médico Especializado).

Nesse momento, segundo a Coordenadora de Saúde Mental do Município, Elizângela de Gouveia, a reestruturação da rede será importante para que os profissionais que lidam diretamente com a atenção básica, possam identificar melhor a necessidade do usuário e encaminhá-las para o serviço especializado mais indicado. Caso isso não seja necessário, mostrar os melhores caminhos para que a atenção básica também possa fazer o acompanhamento dos usuários, como lidar, fazer a busca ativa e com que o serviço não fique restrito somente aos CAPS.

Além deste trabalho, outros projetos estão previstos para serem implantados na rede municipal de saúde mental. “Estamos vendo a questão dos leitos psiquiátricos em hospitais gerais, para que a gente possa dar um suporte maior também àquelas pessoas que não estão em tratamento e entram em surto. Outro projeto são as residências terapêuticas, identificando os pacientes que saíram do Hospital Psiquiátrico Santa Tereza, que fechou, e estão sem família e sem vínculo social. Essas pessoas poderão ter suporte na reforma psiquiátrica, para que saiam das ruas e tenham atendimento e cuidado”, explicou Elizângela.


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